Que falava que Rio-Madeira era um índio caçador
Protegia toda a floresta da maldade do homem branco
Mais um dia ele perdeu a batalha e sua dor se transformou em prantos.
Ao ver que sua terra destruída estava sendo pela ordem do progresso
Da cidade ali nascendo.
O índio chorou tanto, que do chão ali brotou a água do Rio-Madeira, Segundo o meu avô.
Vendo a força dessa água o índio logo se lembrou que ele era um guerreiro, bravo e forte caçador.
O índio mais que de pressa se misturou com as águas do rio, e logo criou uma força como nunca ninguém viu.
Guerreiro, bravo, e veloz, foi mostrando logo quem manda ordenou que daqui por diante não se arrancasse mais uma planta.
E aquele que desobedecer ao rio, com ele vai ter que lidar.
Não tem choro e nem conversa, nem adianta saber nadar.
O rio tem vários amigos, são eles seres encantados, tem a serpente com seu abraço forte, e o boto com o seu nado.
Tem até o candiru peixe pequeno mais irritado.
Tudo isso é pra mostrar que a floresta e seus bichos nos devemos respeitar.
E no fim da sua historia meu avô sempre falava, que eu era da floresta Menina-Eva encantada e que um dia quando crescer guerreira também iria ser.
Para ajudar o rio-madeira a essa gente ensinar que seja rio de água doce, seja terra, seja o mar, respeitar o universo, é amar e preservar.
Se cada um fizer sua parte e parar de destruir, um futuro bem melhor juntos vamos construir.
E ensinar aos nossos filhos que o mundo Deus criou como forma de carinho para provarmos seu amor.
O meu avô foi embora se juntar com o índio guerreiro e deixou uma lição do que é amor verdadeiro.
Agora só me resta cumprir a minha missão de guerrera crescer e cuidar do meu mundo junto com o Rio-Madeira.
Eva Brasil



